Acabou o amor: sete jogadores que sofreram no reencontro com o ex-clube

Acabou o amor: sete jogadores que sofreram no reencontro com o ex-clube

Relembre reencontros marcantes (e traumáticos) entre jogadores e seus antigos fãs

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Alguns relacionamentos não acabam nos melhores termos. Ver alguém que fez parte de um passado feliz “partindo pra outra” pode ser traumático, e o futebol não escapa dessa regra. Neste domingo (2), o atacante Higuaín sentiu isso na pele.

O argentino jogou pela primeira vez no estádio San Paolo desde sua saída do Napoli para a Juventus, um dos maiores rivais da equipe do Sul da Itália. E a recepção ao antigo ídolo não foi nada amistosa, com fortes vaias dos 50 mil presentes a cada vez que o camisa 9 tocava na bola

O caso do argentino é mais de uma galeria extensa no mundo de futebol, cheia de casos de torcedores que se vingaram do coração partido da melhor maneira que poderiam: abalando o psicológico dos “traidores”, com vaias e cânticos entoados das arquibancadas. Relembre outras sete reencontros em que ficou clara a troca do amor pelo ódio:

Figo x Barcelona

Figo era um dos maiores ídolos do Barcelona na década de 1990. Jogador com classe muito acima do comum, foi um dos grandes destaques do time que conquistou o bicampeonato espanhol em 1999, junto com Rivaldo e Guardiola, entre outros.

Tudo parecia indicar que o português colocaria seu nome de vez na história do clube, mas em 2000 ele tomou a decisão mais insultante possível para um torcedor: transferiu-se para o Real Madrid, maior rival dos catalães, por “modestos” 60 milhões de euros.

A transferência foi histórica, e o recebimento ao antigo ídolo também. Logo no primeiro reencontro, um Camp Nou lotado com mais de 100 mil culés vaiou estrondosamente o português assim que ele entrou em campo pelos merengues, além de mostrar diversas faixas chamando o meia de traidor e mercenário.

Mas o troco ainda não estava acabado: Em 2002, Figo voltaria a enfrentar o Barcelona no Camp Nou, e além das vaias e ofensas teve que lidar com um protesto insólito: Em meio a uma chuva de garrafas e moedas, até mesmo uma cabeça de porco foi atirada enquanto ele se preparava para bater um escanteio

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Sol Campbell x Tottenham

Não era fácil ser um torcedor do Tottenham no início dos anos 2000. Além das campanhas medianas no Campeonato Inglês, os Spurs viam seu maior rival, o Arsenal, despontar sob o comando de Arsene Wenger, se tornando a grande sensação do futebol do país na época.

A dor pelos resultados já era suficiente, mas a torcida do time teve que lidar com um trauma ainda maior em 2001, quando Sol Campbell, um dos maiores ídolos da equipe, resolveu trocar o Tottenham justamente pelo Arsenal, poucas semanas depois de ter declarado amor eterno e confirmar que não iria sair.

A traição não passou impune. No primeiro derby realizado no White Hart Lane após a transferência, a torcida do Tottenham recebeu Campbell com vaias e faixas de vários tipos, chamando-o de Judas e dizendo “Te odiamos tanto porque te amávamos demais”

Ashley Cole x Arsenal

Em 2001 a torcida do Arsenal comemorou o chapéu em cima do rival Tottenham, mas acabaria levando o troco cinco anos depois, por meio de um outro vizinho londrino. Agora milionário, o Chelsea “roubava” dos Gunners o lateral-esquerdo Ashley Cole, cria da base e um dos xodós do Arsenal.

A situação ficou ainda mais turbulenta quando Ashley revelou que sua saída se daria porque a diretoria do Arsenal não estava valorizando seu futebol como deveria, e que o Chelsea lhe pagaria o dobro. Isso fez com que os torcedores “traídos” criassem várias músicas para o lateral, além do apelido de “Cashley”, referindo-se ao amor pelo dinheiro.

Fernando Prass x Coritiba

Hoje ídolo no Palmeiras, Fernando Prass passou por poucas e boas em seus tempos de Vasco. Prass atuou por três anos no Coritiba, entre 2002 e 2005, e a torcida paranaense esperava seu retorno depois de uma passagem pelo União Leiria-POR.

No entanto, quando voltou ao Brasil, em 2008, decidiu desembarcar no clube cruzmaltino. Depois de várias partidas disputadas no Couto Pereira ouvindo as vaias dos apaixonados alviverdes, o goleiro teve que lidar com uma manifestação mais agressiva depois da final da Copa do Brasil de 2011.

Na festa da comemoração dentro de campo, com palco montado em frente à torcida organizada do Coxa, Prass acabou sendo atingido por uma pilha arremessada por um torcedor, descontente com a perda do título e a comemoração do antigo ídolo.

Ronaldo x Flamengo

Depois de diversas declarações de amor ao longo da carreira, tudo indicava que Ronaldo acabaria concretizando o sonho de atuar pelo Flamengo quando voltou ao Brasil, em 2008. Mas depois de algumas semanas treinando na Gávea o craque surpreendeu a todos anunciando sua ida ao Corinthians.

Mesmo sem nunca ter visto o Fenômeno atuando com a camisa rubro-negra, a massa flamenguista se sentiu traída pelo atacante. A chance de vingança viria em 2010, na partida de ida das oitavas de final da Libertadores entre Flamengo e Corinthians.

Com muitos apupos e cantos lembrando o episódio em que Ronaldo foi visto com travestis, a torcida flamenguista foi à forra. E ainda veria seu time eliminando o Corinthians naquele mata-mata.

Guerrero x Corinthians

Um gol valendo título mundial parece ser um feito suficiente pra garantir a idolatria para sempre, correto? Não necessariamente. O peruano Paolo Guerrero sentiu isso na pele com a torcida corintiana.

Após meses de uma novela envolvendo a renovação de seu contrato com o clube alvinegro, Guerrero acabou decidindo que não ficaria não clube se sua demanda salarial não fosse atendida. Os dois lados bateram o pé, e o centroavante acabou indo para o Flamengo.

No primeiro jogo em Itaquera com a camisa rubro-negra, pelo Brasileiro de 2015 o peruano foi vaiado a cada instante em que tocava na bola. No segundo reencontro, no ano passado, a história se repetiu.

Ronaldinho x Grêmio

A torcida do Grêmio já não havia encarado muito bem a transferência forçada de Ronaldinho para o PSG, em 2001. Dez annos depois, o “bruxo” teria chance de redimir com o clube gaúcho, depois de definir o seu retorno ao Brasil. Mas depois de uma longa negociação envolvendo 3 clubes, o meia acabou indo para o Flamengo.

Os gremistas, que já davam o retorno como algo certo, perderam de vez o amor por Ronaldinho. E isso ficou evidente no primeiro jogo do atleta no estádio Olímpico com a camisa do Flamengo. Foram diversas faixas chamando-o de mercenário, pilantra e outros nomes ainda menos agradáveis, além de gritos contra o jogador e sua família

Um ano depois, Ronaldinho trocaria de clube mais uma vez, indo para o Atlético-MG. Mas a mágoa dos gremistas continuaria sendo mostrada a cada visita a Porto Alegre

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