Monagas segura pressão do Caracas e fatura título inédito na Venezuela

Monagas segura pressão do Caracas e fatura título inédito na Venezuela

Jogando fora de casa, time azul e grená faturou o título graças aos critérios do gol qualificado

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Monagas - Apertura 2017
Monagas festeja título diante do Caracas no Apertura (Foto: Divulgação FVF)

Ouçam todos, um novo campeão surgiu. Sob o comando do técnico Jhonny Ferreira, o Monagas alcançou neste domingo (2) sua primeira conquista na elite do fuebol venezuelano, façanha que o levará à disputa inédita da Copa Libertadores em 2018. O título veio sobre o Caracas, no Estádio Olímpico, com placar global de 2×2.

Aos 29 anos de existência, os Guerreros do Guarapiche já haviam sido vice-campeões do Apertura e do Claurusa em 2001/02, quando eram treinados por Eduardo Borrero. Em 2016, logo depois do retorno à primeira divisão, ficaram no terceiro lugar da tabela anual.

Apesar da campanha modesta no último Apertura, o Monagas conseguiu derrubar os prognósticos e mostrar que pode encarar os grandes desafios com a cabeça erguida. No turno único da fase de classificação, na qual os oito melhores avançavam para as quartas de final, o time azul e grená foi apenas o sexto colocado com 26 pontos.

Em 18 rodadas, acumulou 6 vitórias, 8 empates e 3 derrotas, tendo marcado 27 gols e sofrido 19. Para efeitos comparativos, o Zamora, então campeão nacional vigente, somou 30 pontos, atrás apenas de Deportivo Táchira (36) e carabobo (35). Mas o retrospecto positivo deles não incomodou o Monagas.

Nas quartas de final, o Monagas aplicou 6×2 para cima do Zamora no placar agregado, repetindo o 3×1 dentro e fora de casa. Na fase seguinte, eliminou o Caraboro graças ao gol qualificado, após empates por 0x0 em casa e por 1×1 no domínio adversário.

Na disputa pelo título, o oponente dos Guerreros do Guarapiche foi o tradicional Caracas, algoz dos Deportivos Anzoátegui e La Guaira. O triunfo por 1×0, em Maturín, e a derrota por 2×1, na capital, enfim coroaram o grande trabalho de Jhonny Ferreira.

Cabe destaque para o desempenho do atacante Anthony Blondell, artilheiro da equipe e herói da finalíssima ao dar uma assistência para Samuel Barbieri na ida e marcar um gol na volta, e do meia Luis González. Juntos, eles balançaram a rede 19 vezes.

No setor defensivo, o goleiro e capitão Ángel Hernández, protegido pelos defensores argentinos Joaquín Lencinas e Lucas Trejo e pelos venezuelanos Samuel Barbieri e Óscar González, também merece atençaão pela solidez em jogos importantes.

Ao Caracas, que perdeu a oportunidade de dar a volta olímpica pela 12ª vez, resta o consolo a vaga na próxima Copa Sul-Americana. Em dezembro, o Monagas enfrentará o vencedor do Clausura para definir o campeão absoluto do futebol venezuelano.

ESCALAÇÕES:

Caracas: Wuilker Faríñez; Eduardo Fereira, William Díaz, Rubert Quijada, Daniel Linárez; Evelio Hernández (Rafael Arace), Robert Garcés, Miguel Mea Vitalli (Gabriele Rosa); Robert Hernández, Fredys Arrieta (Reiner Castro)er Edder Farías. Técnico: Noel Sanvicente.

Monagas: Ángel Hernández; Samuel Barberi (Yohanner García), Lucas Trejo, Joaquín Lencinas, Óscar González; Vicente Rodríguez (Oscar Guillén), Dáger Palacios, Javier García; Daniel Febles, Luis Guerra (Ismael Romero) e Anthony Blondell. Técnico: Jhonny Ferreira.

Gols: Robert Hernández 35’ e Edder Farías 57’ (CAR); Anthony Blondell 51’ (MON).
Cartões amarelos: Gabriele Rosa 81’ (CAR); Javier García 42’ e Blondell 52’ (MON)
Árbitro: Álexis Herrera
Assistente 1: Jorge Urrego (Carabobo)
Assistente 2: Carlos López (Aragua)
4° árbitro: José Argote (Zulia)
Estádio: Olímpico, Caracas
Público: 19.405 personas
Delegados: César Durán e Edgar Castellanos

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é apreciador do futebol latino, do teor político-social do esporte bretão e também de seu lado histórico.